O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, assegurou que o PP, partido do qual é presidente, irá apoiar a PEC da Transição, elaborada pelo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o objetivo de garantir o Bolsa Família em R$ 600 e reajustar o salário mínimo acima da inflação.
"O posicionamento que defenderei no Progressistas é o de aprovar uma PEC, sim, mas para a transição, para garantir estabilidade para o primeiro ano do governo”, disse Nogueira em nota divulgada neste domingo (13), de acordo com o UOL.
No texto, Nogueira ressaltou que apesar de apoiar a PEC da transição os parlamentares que compõem a base do governo Jair Bolsonaro (PL) - o que inclui o PP - “apoiam uma agenda econômica diametralmente oposta à que foi eleita e ainda é desconhecida nos detalhes têm o direito de se posicionar livremente".
Ainda segundo a reportagem, Ciro também afirmou que o novo governo não pode impor uma nova agenda econômica sem esperar a posse dos congressistas eleitos no pleito de outubro.
"O Congresso atual, que sai, não pode cassar a prerrogativa do novo, que chega legitimado pelo povo nas urnas e ainda nem assumiu. Não pode chancelar decisões dos próximos quatro anos no apagar das luzes. A vontade popular tem de ser respeitada".
"A PEC da Transição, como o próprio nome diz, é para a TRANSIÇÃO. Deve garantir somente os pontos comuns das duas candidaturas: 600 reais de auxílio e aumento real do salário mínimo em 2023. TODOS os outros temas da agenda do novo governo merecem ser, primeiro, conhecidos, assim como sua política econômica. E, depois, discutidos com a legitimidade do novo Congresso", disse Ciro Nogueira em um outro trecho da nota.
Fonte: Brasil 247