A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (14/3) o pedido de revogação da prisão preventiva do Padre Egídio de Carvalho Neto, investigado por desvio de R$ 140 milhões do Hospital Padre Zé, em João Pessoa.
Preso desde novembro de 2023 na Operação Indignus, Egídio obteve prisão domiciliar em abril do ano passado após problemas de saúde.
Após recursos negados pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a defesa tentou reverter a decisão no Supremo, alegando falhas processuais, mas a ministra considerou a prisão necessária para evitar reiteração criminosa.
“Pelo demonstrado nestes autos, a prisão preventiva justifica-se em razão da periculosidade do recorrente, consideradas a gravidade concreta da conduta imputada e a necessidade de desarticular a organização criminosa, que seria por ele comandada, evitando-se, assim, a possibilidade de reiteração delitiva”, decidiu Cármen Lúcia.
As investigações indicam que os valores desviados foram usados para aquisição de imóveis, veículos de luxo e obras de arte. O padre também é acusado de desviar 670 itens doados pela Receita Federal ao hospital, incluindo celulares de alto valor, que deveriam ser leiloados para arrecadar fundos para a entidade.
Egídio foi afastado de suas funções eclesiásticas e da direção do Hospital Padre Zé em outubro de 2023. Com a decisão do STF, ele permanece em prisão preventiva enquanto o processo segue em andamento.