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Flávio Bolsonaro não tem mais para onde correr’, diz Pedro Uczai após novo escândalo do INSS
Líder do PT na Câmara acusa extrema direita de querer impedir investigação sobre fraudes em aposentadorias e pensões
28/05/2026 21:50 - atualizada em: 28/05/2026 21:51

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Fonte: Oberadeiro.com.br
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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai, sugeriu nesta quinta-feira (28) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está pressionado por novas suspeitas relacionadas aos escândalos do INSS em meio ao avanço da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal. O prejuízo estimado com fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegou a R$ 6,3 bilhões no período entre 2019 e 2024.

A manifestação de Uczai ocorreu após investigadores apontarem a relação familiar entre Alexandre Caetano, alvo da PF, e a irmã dele Letícia Caetano, administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro desde 2021. 

Flávio Bolsonaro não tem mais para onde correr! A cada dia que passa, o nome de Flávio Bolsonaro aparece ligado a mais um escândalo!", afirmou o petista, que também criticou a atuação de aliados da extrema direita durante as apurações sobre o caso. "Ficou mais claro por que a tropa de choque da extrema direita impediu o avanço das investigações. Até onde vai a falta de escrúpulo dessa gente", acrescentou.

O deputado retomou uma denúncia apresentada pelo PT no Congresso. "Vocês lembram que durante a CPMI do INSS denunciamos Flávio Bolsonaro por indícios de ligação entre a administradora de seu escritório, Letícia Caetano dos Reis, e o Careca do INSS? Pois é", disse.

Na sequência, o líder petista afirmou que a bancada já tratava dessas relações como motivo de alerta. "O PT já estava alertando há muito tempo sobre essas conexões suspeitas."

Nova fase da Operação Sem Desconto

A PF deflagrou nesta quarta-feira uma nova fase da Operação Sem Desconto contra alvos ligados ao esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Durante a ação, os agentes apreenderam R$ 287 mil em espécie na casa de um servidor do Instituto Nacional de Seguridade Social em Pernambuco.

O dinheiro estava escondido em sacos de lixo. A operação contou com a atuação da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), que cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os mandados alcançaram suspeitos e endereços no Distrito Federal, em São Paulo, Pernambuco e Paraíba. A nova etapa mira pessoas e locais ligados à apuração sobre descontos irregulares em benefícios previdenciários.

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