O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai, sugeriu nesta quinta-feira (28) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está pressionado por novas suspeitas relacionadas aos escândalos do INSS em meio ao avanço da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal. O prejuízo estimado com fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegou a R$ 6,3 bilhões no período entre 2019 e 2024.
A manifestação de Uczai ocorreu após investigadores apontarem a relação familiar entre Alexandre Caetano, alvo da PF, e a irmã dele Letícia Caetano, administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro desde 2021.
Flávio Bolsonaro não tem mais para onde correr! A cada dia que passa, o nome de Flávio Bolsonaro aparece ligado a mais um escândalo!", afirmou o petista, que também criticou a atuação de aliados da extrema direita durante as apurações sobre o caso. "Ficou mais claro por que a tropa de choque da extrema direita impediu o avanço das investigações. Até onde vai a falta de escrúpulo dessa gente", acrescentou.
O deputado retomou uma denúncia apresentada pelo PT no Congresso. "Vocês lembram que durante a CPMI do INSS denunciamos Flávio Bolsonaro por indícios de ligação entre a administradora de seu escritório, Letícia Caetano dos Reis, e o Careca do INSS? Pois é", disse.
Na sequência, o líder petista afirmou que a bancada já tratava dessas relações como motivo de alerta. "O PT já estava alertando há muito tempo sobre essas conexões suspeitas."
A PF deflagrou nesta quarta-feira uma nova fase da Operação Sem Desconto contra alvos ligados ao esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Durante a ação, os agentes apreenderam R$ 287 mil em espécie na casa de um servidor do Instituto Nacional de Seguridade Social em Pernambuco.
O dinheiro estava escondido em sacos de lixo. A operação contou com a atuação da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), que cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Os mandados alcançaram suspeitos e endereços no Distrito Federal, em São Paulo, Pernambuco e Paraíba. A nova etapa mira pessoas e locais ligados à apuração sobre descontos irregulares em benefícios previdenciários.