Retomada em 2025 ainda será avaliada. Decisão foi anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que disse não ser necessário adotar medida neste
"Segurança energética está assegurada"
Segundo o governo, o benefício econômico da mudança de horário não justifica a sua adoção da medida ainda neste ano.
"Nós temos a segurança energética assegurada, há o início de um processo de restabelecimento ainda muito modesto da nossa condição hídrica. Temos condições de chegar depois do verão em condição de avaliar, sim, a volta dessa política em 2025", afirmou Silveira.
Se a medida fosse implementada ainda neste ano, haveria pouco tempo para que setores importantes adequassem suas operações, como hospitais e companhias aéreas, gerando a necessidade de remarcação repentina de cirurgias e voos. Sem contar que a medida poderia confundir eleitores durante o segundo turno das eleições municipais, que acontece em algumas regiões do país.
O horário de verão costumava ser implementado entre outubro/novembro e fevereiro/março de cada ano. A medida foi adotada no Brasil por mais de três décadas, mas deixou de existir em 2019, no início da gestão de Jair Bolsonaro. Desde então, estudos eram feitos para entender as possíveis vantagens do adiantamento do relógio.
O CMSE divulgou um comunicado oficial nesta semana, concordando com o retorno do horário de verão no país.
De acordo com o CMSE, a estratégia é uma forma de deslocar o pico de consumo para um horário com mais geração solar, reduzindo a necessidade de acionar usinas termelétricas, consequentemente, reduzindo a emissão de gases.
"Naquele momento, em 2019, fazia sentido descontinuar o horário de verão, não se via mais benefícios práticos. Agora, com o deslocamento do pico de consumo, adiantar o relógio em uma hora é uma boa solução. Pode ser uma vantagem momentânea ou duradoura. Isso não temos como precisar agora", explicou à DW o especialista em energia da FGV, Diogo Lisbona.