A Refit, empresa de combustíveis, está na mira da PF há alguns meses, suspeita de fazer parte de um esquema de sonegação fiscal e corrupção.
Investigadores identificaram repasse de R$ 14,2 milhões do conglomerado de Ricardo Magro para uma empresa da família do parlamentar, a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis.
O caso foi revelado pelo Estadão e confirmado pelo SBT News.
Em nota, o senador disse lamentar as “recorrentes tentativas de associá-lo a escândalos” e que todas serão “frustradas, uma vez que não praticou nenhum ato irregular ou ilegal.” Ele também informou que o dinheiro repassado se refere à venda de um terreno e que, na época da negociação, sua participação societária era menor do que 1%, tendo saído depois.
Ricardo Magro foi alvo de pedido de prisão na semana passada, durante operação da PF.
Ele está foragido e passou a integrar a lista da difusão vermelha da Interpol. Segundo a PF, a refinaria é suspeita de "utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior".
Além de ser a maior devedora contumaz de impostos do país, a Refit também aparece nas investigações da Carbono Oculto, operação que apura lavagem de dinheiro do PCC em fundos de investimentos do país.