Há menos de seis meses para o primeiro turno das eleições gerais de 2026, a Justiça Eleitoral tem um grande desafio para enfrentar: a Inteligência Artificial (IA). Sendo monitorado de perto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ferramenta tem sido usada nas redes sociais para influenciar no debate político.
Levantamento do Observatório IA nas Eleições, iniciativa da Data Privacy Brasil em parceria com o Aláfia Lab, identificou 18 casos de influenciadores artificiais usados para comentar política no Brasil. Em 61% das publicações não havia qualquer aviso de que o conteúdo havia sido gerado por inteligência artificial.
O estudo concluiu que os avatares funcionam como vetores de desinformação política. Em 14 dos 18 casos mapeados — 78% do total — os conteúdos continham alegações enganosas sobre políticos ou instituições democráticas. Para a especialista em direito digital, Amanda Celli Cascaes, o eleitor comum não tem condições reais de identificar conteúdos manipulados por IA.
O estudo concluiu que os avatares funcionam como vetores de desinformação política. Em 14 dos 18 casos mapeados — 78% do total — os conteúdos continham alegações enganosas sobre políticos ou instituições democráticas. Para a especialista em direito digital, Amanda Celli Cascaes, o eleitor comum não tem condições reais de identificar conteúdos manipulados por IA.
Por isso, a doutora em direito pela Universidade de São Paulo (USP) entende que a responsabilidade de verificar conteúdos manipulados não pode recair somente sobre o eleitor. “As plataformas precisam rotular conteúdo sintético antes de amplificá-lo, e a Justiça Eleitoral precisa exigir essa transparência como obrigação, não como recomendação”, explicou Amanda.